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MANOEL BASILIO FURTADO
Nasceu em 2-11-1826 em Capela Nova das Dores, então
paróquia da Real Vila de Queluz (Conselheiro Lafaiete/MG).
Aos 4 anos transfere-se em companhia de sua família
para Santíssima Trindade do Descoberto (Capela de
São João Nepomuceno). Aos 16 anos passa pelos
sofrimentos da Revolução Liberal de 1842,
na qual seu pai foi envolvido. Inicia seus estudos no Seminário
de Mariana, concluindo-os no Colégio Victorio no
Rio de Janeiro (Dr. A. M. Victorio da Costa Azevedo). Matriculou-se
na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas vitimado
pela febre amarela muda-se para São Paulo, a fim
de recuperar-se. Nessa cidade, matricula-se na Faculdade
de Direito. Com aprovação no primeiro ano,
retorna a seu lar e é convencido pelo pai a voltar
para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde recebe
o grau de Doutor em 1857. Realizou estágio no Hospital
de Coléricos de N. S. da Lapa e Santa Casa de Misericórdia
do Rio de Janeiro.
Entre 1858 e 1862 clinicou em São João Nepomuceno.
Em 1862 casa-se com Felisbina Werneck Campelo filha do Cap.
Ignácio da Silva Campelo, com residência na
Fazenda Santa Eugênia (Rio Novo), propriedade do tio
e tutor de sua esposa. Inicia-se na política como
vereador de Mar de Espanha e sendo eleito deputado à
Assembléia Legislativa de Minas Gerais, obteve êxito
em sua campanha para a emancipação de Rio
Novo. Em 1888 muda-se para cataguases. Quando faleceu seu
genro Gustavo Adolpho Murgel, transferiu-se para Porto de
Santo Antonio (Astolfo Dutra) em 1890. Ali foi surpreendido
pela epidemia de febre amarela, e com muito trabalho e competência
tratou os doentes e combateu com sucesso a epidemia, longe
da família que se refugiou em Rio Novo. Em 1891,
em sociedade com Manoel Hipólito Simões Costa,
Mauricio e Leopoldo Murgel constitui uma empresa de beneficiamento
de cereais em Santana do Sapé (Guidoval). Em 1900,
amargou a derrota econômica com a falência da
empresa, retornando a Rio Novo aos 74 anos, onde reiniciaria
sua recuperação financeira. Faleceu em 13-5-1903.
Publicou inúmeros trabalhos antropológicos
e etnológicos sobre os índios e a fauna da
região, que são reconhecido pelos cientistas
Hartt, Agassiz, Landislau Neto e Emilio Goeldi. Foi o primeiro
biógrafo de Guido Marlière. Destacou-se também
como fotógrafo, deixando riquíssimo acervo.
Em 1875, empreendeu importante expedição naturalista
e publicou o livro “Itinerário de Senhor Bom
Jesus do Itabapoana (RJ) à Gruta das Minas do Castelo
(ES)”.
Genealogia: Basílio Antonio Furtado (1766-Ilha do
Pico, Açores) chegou ao Brasil em 1787, estabelecendo-se
em Capela Nova. Casou-se em 1801 com Ana de Jesus, índia
da nação "cataguases". Seu filho
Manoel Basílio Furtado, "Capitão Basílio"
(1803/1881), foi minerador em Catas Altas e agricultor em
Descoberto (São João Nepomuceno), casando
com Maria Luiza de Jesus em 1824. Tiveram 5 filhos: Silvestre,
José Jacob, Maria, Ana e MANOEL BASILIO FURTADO,
que casando com Felisbina Werneck Campelo teve os seguintes
filhos:
Eugênia Furtado, casada com Gustavo Murgel, Arthur
Eugênio, casado com Amélia Murgel, e Petronila
Furtado, casada com o Dr. Onofre Dias Ladeira.
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