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GUIDO THOMAS MARLIÈRE L'AGE
Nasceu em Jarnage, Marche, na França, em 3/9/1767.
Muito pouco se conhece de sua vida na França, apenas
que aos 18 já estava no exército e que lutou
na Revolução Francesa ao lado do Rei Luiz
XVI. Após a derrota, passa pela Inglaterra e em 1796
serve ao exército Português, onde fez a campanha
de 1801 contra a Espanha, até 1/7/1802 quando serviu
ao Regimento Auxiliar Britânico de Mortmart. Serviu
de Intérprete, Secretário e Porta Estandarte
da Guarda Real da Polícia de Lisboa. Em Portugal
casou-se com Maria Vitória, filha do Cel. Luiz L'Huyllier
de Rozierres. Em 1807 foi transferido para o Brasil, seguindo
como Alferes da Legião de Cavalaria Ligeira de São
Pedro do Sul (Rio Grande do Sul). Foi transferido para Minas
Gerais em 11-8-1808, onde serviu a Guarda Real de Policia.
A partir de março de 1813 inicia sua maior obra,
sendo indicado pelo Governador de Minas para pacificar os
índios Coroados e Coropós que viviam em guerra
com os colonos de Rio Pomba e Presídio de São
João Batista (atual Visconde do Rio Branco), o que
conseguiu com tal eficiência que foi logo nomeado
Diretor Geral dos Índios do imenso território
do Rio Jequitinhonha, Rio Doce, Rio Pomba até o Rio
Paraíba, se transformando no mais importante colonizador
de toda esta região. Levou à paz entre os
índios Puris e Botocudos e os colonos, e ao progresso
da região, fundou cidades, escolas, igrejas, loja
maçônica e estradas. Foi o autor do primeiro
projeto de lei para libertação dos escravos.
Foi condecorado com a medalha da Ordem de São Luiz,
por Luiz XVIII da França. Faleceu em 5-6-1836, sendo
sepultado no cemitério indígena da Serra da
Onça (Guidoval).
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